quarta-feira, 9 de março de 2011

AS RESPONSABILIDADES DO CRISTÃO

A Relação do Cristão com o Governo
            Os cristãos estão no mundo, mas não devem ser do mundo (João 15:17). Os cristãos vivem no mundo como peregrinos, considerando-se cidadãos do céu (Filipenses 3:20). Entretanto, os cristãos também têm responsabilidades como cidadãos dos países da terra. Como pode um cristão conciliar os conflitos entre duas cidadanias, a terrestre e a celestial? O que as escrituras ensinam sobre os governos nacionais e a responsabilidade de um cristão para com eles?
Princípios
            A pergunta que pretendiam usar como armadilha deu a Jesus a oportunidade para Ele definir a relação básica de um cristão com o governo. Veja a pergunta: "É lícito pagar tributo a César, ou não?" (Mateus 22:17). Os inimigos de Jesus pensaram que tinham maquinado um dilema sem saída. Se Jesus dissesse para pagar os impostos, ele não só ficaria impopular (porque os judeus odiavam ter que pagar impostos aos dominadores romanos) mas também poderia ser retratado como sendo contra Deus, uma vez que Deus exige fidelidade exclusiva. Mas, se Jesus dissesse para não pagar, ele seria preso pelos romanos, por traição. A maneira como Jesus resolveu o dilema foi impressionante. "Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário. E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:18-21). Jesus pediu uma moeda e perguntou o nome e a cara de quem estavam nela. É claro, essas moedas eram propriedade de César: Elas tinham sua assinatura e sua imagem nelas. Os judeus estavam recebendo os benefícios da dominação romana e tinham obrigação de pagar pelo que eles estavam recebendo e devolver a propriedade de César quando exigida. Ao evitar a armadilha, Jesus lançou o princípio básico regulando a relação do cristão com o governo: o homem tem uma dupla natureza e uma dupla cidadania. O homem tem responsabilidade para com o governo, no campo civil e para com Deus, no campo espiritual. Normalmente, é possível dar tanto a Deus como ao governo o que lhes é devido. Em geral, quando alguém se torna um cristão, ele não se retira do mundo nem corta todas as relações terrestres, mas leva os princípios cristãos para cada relacionamento da vida (1 Coríntios 7:17-24).
            Paulo ampliou estes pontos e deu uma explicação mais completa do papel do governo no plano de Deus. "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores: porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra" (Romanos 13:1-7). Paulo mostrou que as autoridades superiores são estabelecidas por Deus. Deus é o rei e o soberano sobre as nações (Salmo 47; Daniel 4; Jeremias 18:5-10). Deus estabeleceu autoridade em muitas áreas da sociedade. Na família, por exemplo, Deus estabeleceu o esposo e o pai como autoridades. Do mesmo modo, Deus constituiu o governo civil como a autoridade da nação. Deus instituiu o governo civil para servir como seu ministro para o bem: para louvar o que é direito e para vingar o mal. Princípios de justiça e direito são o alicerce do governo do universo, por Deus, e foram planejados por Deus para serem, do mesmo modo, o alicerce dos princípios do governo civil (Salmo 89:14-15; Jeremias 22:1-5; Provérbios 14:34).
           O uso que Deus faz do governo para punir o mal é importante. No contexto (Romanos 12:17-21), Deus proibiu os indivíduos de vingar o mal pessoalmente. Deus é o vingador. Então, no capítulo 13, vemos que um dos meios que Deus usa para punir o mal é o governo civil. Este capítulo autoriza o governo a usar a espada, para executar a pena de morte (Romanos 13:4). Isto está de acordo com um princípio básico de justiça e direito revelado por Deus, muito no começo da história humana: "Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem" (Gênesis 9:6). Hoje em dia, esta tarefa de executar a justiça por meios de castigar os malfeitores deve ser feita pelo governo (veja também 1 Pedro 2:13-17). O governo tem o direito dado por Deus para usar os princípios da justiça para punir os malfeitores.
Responsabilidades
            O cristão tem certas responsabilidades em relação ao governo:
1. O cristão deve orar pelos funcionários do governo (1 Timóteo 2:1-2).
2. O cristão deve pagar os impostos (Mateus 22:21; Romanos 13:6-7). É errado o cristão deixar de pagar os impostos que ele legalmente deve. Deus espera que o cristão aja com honestidade e integridade em todas as áreas da vida.
3. O cristão deve obedecer o governo e suas leis (1 Pedro 2:13; Romanos 13:1-2, 5). De fato, Deus espera que o cristão respeite e se submeta à autoridade de todas as formas (Tito 3:1). Uma atitude revolucionária é condenada (Provérbios 24:21-22). Não há, na Bíblia, nenhuma passagem que especifique uma forma particular de governo (democracia, república, monarquia, etc.); o cristão deve submeter a qualquer tipo de governo que tem o poder. Em resumo, os cristãos obedecem à lei.
4. O cristão deve honrar o governo (Romanos 13:7; 1 Pedro 2:17). Tem que ser cuidadoso para não difamar os funcionários do governo (Judas 8-10).
Limite
            Há um limite básico para a obediência do cristão ao governo: ele tem que obedecer a Deus antes que ao homem (Atos 5:29). O cristão não pode nunca permitir que qualquer autoridade, de qualquer tipo, suplante a autoridade de Cristo. A autoridade de Cristo está acima da autoridade do pai, do esposo, do presbítero da igreja, do chefe no trabalho ou do funcionário do governo. Nunca podemos desculpar a desobediência a Deus baseados em alguma lei ou decisão do governo. Temos que obedecer a Deus antes que ao homem!
           Pense numa ilustração moderna. Algumas vezes, as pessoas se valem das leis liberais do governo, a respeito do divórcio, para desculpar sua ignorância do que Deus disse. Basicamente a Bíblia condena o divórcio (Mateus 19:6) e diz que as pessoas que estão casadas segunda vez, estão cometendo adultério (Mateus 5:32; Marcos 10:11-12; Lucas 16:18; Romanos 7:2-3). Uma exceção é dada: aqueles que se divorciam de seus cônjuges por infidelidade sexual podem tornar a se casar (Mateus 19:9). Freqüentemente, o governo permite o divórcio e novo casamento por outras razões. Não podemos nunca pensar que a permissão do governo, automaticamente, significa a aprovação de Deus. Historicamente, os governos têm aprovado tudo, desde a idolatria até o assassinato. Mas, com permissão do governo ou não, um cristão jamais tem o direito de desobedecer a Deus.
Deus autoriza a existência do governo civil e manda os cristãos obedecerem. Mas, como em qualquer relacionamento humano, as expressas ordenanças de Cristo têm mais autoridade do que as ordens de qualquer homem ou instituição.
- por Gary Fisher

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Que a Bíblia Diz?

Deus tem um único nome certo?

            Diversas seitas religiosas têm feito a questão do nome de Deus um ponto principal de sua doutrina. Determinam, por estudo ou interpretação das Escrituras, que um determinado nome é usado para identificar Deus. Daí, começam pregar que aquele nome é o único que deve ser usado para descrever o Senhor. Freqüentemente, estes nomes são alguma tradução das quatro letras hebraicas usadas (nossas letras YHWH) no Antigo Testamento para identificar o Senhor. Este nome é traduzido na maioria das Bíblias atuais como SENHOR, e em algumas como Jeová.

            Que este é um nome certo para Deus não se discute. É a palavra mais comum no Velho Testamento quando se fala de Deus, e é freqüentemente usado como um nome pessoal de Deus. Mas, é errado concluir que YHWH, ou alguma tradução, é a única maneira aceitável de identificar o Senhor. As próprias Escrituras, dadas por Deus (2 Timóteo 3:16-17), utilizam diversos outros termos para identificar Deus.

              Traduções gregas do Antigo Testamento, usadas na época de Jesus e dos apóstolos, geralmente usavam uma palavra que tem o sentido de "Senhor" no lugar do tetragrama YHWH. Daí vem a tradução comum em muitas Bíblias atuais.

             Mas a nossa pergunta não é se YHWH ou Jeová pode ser usado para identificar Deus. A pergunta é se este é o único nome que deve ser usado. Algumas pessoas acreditam que pecamos em chamar Deus por outro nome. Tal doutrina não tem apoio bíblico. Considere dois fatos que provam o erro desta idéia sectária:
O simples fato que a Bíblia, inclusive nos textos hebraicos e gregos, usa outros nomes, mostra que nós podemos usar outros nomes para Deus. Muitos dos nomes são descrições de diversos aspectos do caráter de Deus, como seu poder, santidade e domínio. Podemos usar todas as descrições bíblicas para identificar Deus, e ele continuará sendo muito maior do que nossa compreensão.            


              Um versículo é suficiente para provar o erro da doutrina de "um único nome" para Deus. Amós 5:27 diz: "...diz o SENHOR, cujo nome é Deus dos Exércitos". Se o próprio SENHOR  (YHWH) diz que seu nome é Deus (Elohim) dos Exércitos, nenhum homem tem direito de proibir o uso de descrições bíblicas de Deus.

Vamos evitar discussões insensatas (Tito 3:9).


CURIOSIDADES

Diretor de 'Titanic' diz ter encontrado túmulo de Jesus

Plantão | Publicada em 26/02/2007 às 10h50m  BBC

             LONDRES - Um documentário a ser exibido nesta segunda-feira nos Estados Unidos afirma ter identificado o túmulo onde foram enterrados Jesus Cristo, sua mãe Maria, e Maria Madalena.
            Intitulado "The Lost Tomb of Jesus" (ou O Túmulo Perdido de Jesus, em tradução livre), o documentário foi produzido pelo diretor do filme Titanic, James Cameron, para o canal de TV Discovery.
            As supostas revelações do documentário fazem referência a um túmulo encontrado em 1980 no subúrbio de Talpiot, em Jerusalém. Nele, os arqueólogos encontraram dez caixões – ou repositórios de ossos – e três crânios.
             Seis deles portavam inscrições que foram traduzidas como Jesus, filho de José; Judá, filho de Jesus; Mariamne (apontado como o verdadeiro nome de Maria Madalena); Maria; José; e Mateus. Mas, à época, o achado não gerou grande interesse, porque os nomes eram comuns há dois mil anos.
            Quinze anos depois, a equipe submeteu os resíduos de ossos a testes de DNA, e verificou que não havia parentesco entre os ossos que seriam de Jesus e Maria Madalena, levando-os a concluir que ambos só poderiam estar na mesma tumba se fossem casados.
Questionamento
           
            Embora não questione o episódio bíblico da Ressurreição – já que não havia ossos nos caixões – o filme de US$ 2 milhões (quase R$ 4,5 milhões) põe em questão os pilares do Cristianismo da mesma forma que o livro O Código da Vinci, de Dan Brown.
             Na trama, a Igreja tenta esconder a revelação de que Jesus e Maria Madalena tiveram um filho. Para evitar manifestações de católicos, o local onde James Cameron dará uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, será mantido em segredo até o último momento.
             A tumba onde os ossos foram encontrados também permanece sob guarda armada. Mas o cientista que supervisionou as escavações em 1980, Amos Kloner, disse que os nomes eram coincidência, e qualificou o filme como "bobagem". "É uma ótima história para um filme, mas é impossível. É bobagem", disse ele, segundo o jornal "Jerusalem Post".
              "Jesus e seus parentes eram uma família da Galiléia, sem laços com Jerusalém. A tumba de Talpiot pertencia a uma família de classe média do primeiro século." Para mais informações, visite o site da BBC Brasil .



ASSUNTOS POLÊMICOS

Deveria ser dado um tratamento especial a Maria?
            Maria foi escolhida para receber uma honra muito especial. Ela foi à escolhida para dar à luz o Messias. Ela, certamente, foi "bendita entre as mulheres" (Lucas 1:42). Referências posteriores a Maria mostram-na como uma mulher devota e justa (veja Atos 1:14, por exemplo).                                                                                         
           
            Mas há diversas passagens que parece terem sido incluída nas Escrituras com o propósito de nos guardar contra a dar honra indevida a Maria. Houve o tempo (Mateus 12:46-50; Marcos 3:31-35; Lucas 8:19-21) quando Maria e os irmãos de Jesus estavam querendo falar com ele. Jesus disse: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? e estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe." E ainda houve o tempo quando alguém, na multidão, disse: "Bem aventurada àquela que te concebeu e os seios que te amamentaram! Ele, porém, respondeu: Antes bem aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!" (Lucas 11:27-28). Se em qualquer momento houve uma oportunidade para Jesus ter ensinado que Maria merecia alguma honra especial, certamente seria aqui. Mas ele disse justamente o contrário.
            Numerosas lendas surgiram sobre Maria. Ela é chamada a virgem perpétua; mas as freqüentes referências bíblicas aos irmãos e irmãs de Jesus desaprovam isso (Mateus 12:46; 13:55; etc.). Pensam que ela, tendo concebido imaculadamente, permaneceu sem pecado; mas Romanos 3:23 se opõe a que ela tivesse sido sem pecado. Alguns até acham que ela foi, em corpo, elevada aos céus; mas não existe sequer um fragmento de evidência, nas Escrituras, em apoio a isso.
Maria foi uma excelente mulher e teve a honra de ser escolhida para ser a mãe de Jesus. Mas não devemos avaliar os homens acima do que está escrito (1 Coríntios 4:6).
-por Gary Fisher

O QUE A BÍBLIA DIZ?

Onde Caim encontrou sua esposa?
             Esta é uma das perguntas que sempre teimam em reaparecer, algumas vezes usadas para tentar ridicularizar a Bíblia, na sua descrição da criação. Mas, para aqueles que perguntam honestamente, Gênesis 5:4 diz que Adão e Eva tiveram outros filhos e filhas, além de Caim e Abel. É evidente que Caim escolheu uma esposa entre suas irmãs, ou talvez sobrinhas. Enquanto depois, o casamento com a própria irmã foi condenado como fornicação (Levítico 18), isso foi permitido naqueles primeiros tempos da terra, por causa da necessidade prática. Atualmente, o casamento com qualquer parente próximo é desaprovado, porque os filhos daqueles que se casam com parentes próximos correm muito risco de serem retardados mentais ou terem defeitos físicos. Isto é devido ao acúmulo dos defeitos genéticos dos parentes próximos. Mas isto não teria causado nenhum problema a Caim. Deus criou Adão e Eva perfeitos. Naquelas primeiras gerações deve ter havido pouca herança acumulada de defeitos a serem passados aos filhos. Então, não houve nenhum problema no casamento entre parentes próximos e Deus, obviamente, o permitiu.
             Vivemos em uma época em que algumas pessoas tentam, freqüentemente, invalidar a doutrina da criação. Ela é chamada mito ou conto de fada. Mas a Bíblia apresenta a criação como História e Jesus aceitou as palavras de Gênesis como historicamente verdadeiras (Mateus 19:4-6). Enquanto é verdade que Deus poderia ter resolvido criar o homem pela evolução ou de muitas outras maneiras, a Bíblia ensina que Deus de fato escolheu criar o homem diretamente a partir do pó do chão e soprar nas suas narinas o sopro da vida. Faríamos bem em aceitar a palavra de Deus neste assunto, porque nós não estávamos lá!
-por Gary Fisher